Na semana passada, avisamos aqui que vamos postar um pouco mais sobre a " vida e obra" dos grandes estilistas do mundo da moda...mas hoje quando começamos a escrever, pensamos...como vamos falar sobre essas pessoas que fazem a moda, se muita gente nem ao menos sabe o que é moda e como surgiu!?!
E como cliente e leitora Infinito tem que ser informada, vamos contar um pouco da história aqui!
A primeira agulha de que se tem notícia, feita de osso, surgiu há 20 mil anos. Muito rudimentar, ela só servia para costurar peles, mas há quem diga que sua invenção foi tão importante quanto à da roda e a do fogo (e nós, concordamos plenamente!). Alguns milênios depois (não se sabe exatamente quando), os artesãos descobriram a tecelagem. Combinando fios, faziam tecidos que, cortados e costurados, serviam para proteger do frio, esconder o corpo dos olhares alheios ou demonstrar poder. Durante a Antiguidade, diversos povos – dos incas aos indianos – desenvolveram seu próprio jeito de fazer roupas, com panos coloridos ou bordados.
A palavra moda, vem do latim modus, que significa “costume” ou “maneira”. Ela começou a ser usada com o sentido que tem hoje por volta do século XV, com o fim do período medieval e o início do Renascimento na Europa, pois até então usava-se o mesmo estilo de roupa desde a infância até a morte.
A opção por incrementar o guarda-roupa manteve-se restrita à elite por mais 300 anos, até a Revolução Industrial. As pessoas mais pobres eram proibidas de usar certos tipos de tecidos e cores.
A moda, ou esse desejo de renovação por meio da roupa aparece mesmo com o surgimento da burguesia.
Pense que até então só existiam duas classes socias, os nobres e os plebeus. Com o advento das navegações, começa-se a desenvolver o comércio, ou seja, surgi a classe dos comerciantes que passam a ganhar muito dinheiro, e aí nasce a burguesia.
A burguesia que não era nobre, mas era rica, passou a imitar o estilo nobre das roupas usadas na corte. Claro que as rainhas, princesas, baronesas e etc, não queriam se igualar as burguesas, que não tinham sangue real e não tinham nobreza. Com isso começa esse movimento de se pensar em trajes novos para se diferenciar, iniciando, um processo de grande trabalho aos costureiros, que a partir de então, eram obrigados a produzir diferentes estilos para diferenciar os nobres dos burgueses. Claro que isso virou um ciclo vicioso, pois a burguesia sempre copiava os novos modelos de roupas usados pelos nobres. Séculos se passaram, mas vocês notam alguma diferença para os dias atuais? rsrs
É só lembrar das redes de fast fashion que veremos que nada mudou! Nem a cópia e nem o desejo de exclusividade!