terça-feira, 12 de julho de 2011

Dica de filme: O escafandro e a borboleta


Jean-Dominique Bauby (Mathieu Amalric) tem 43 anos, é editor da revista Elle e um apaixonado pela vida. Mas, subitamente, tem um derrame cerebral. Vinte dias depois, ele acorda. Ainda está lúcido, mas sofre de uma rara paralisia: o único movimento que lhe resta no corpo é o do olho esquerdo.
Bauby se recusa a aceitar seu destino. Aprende a se comunicar piscando letras do alfabeto, e forma palavras, frases e até parágrafos. Cria um mundo próprio, contando com aquilo que não se paralisou: sua imaginação e sua memória.
O editor, que antes tirava seu sustento do mundo das aparências, sente que de uma hora para outra seu corpo se tornou um constrangimento. Dentro desse "escafandro", Bauby raciocinava normalmente, mas precisou aprender a se comunicar com o mundo de forma restrita.




Essa é a história real de Jean-Dominic Bauby e se difere de outras tragédias por tratar também da superação. Ele chegou a ditar um livro inteiro - as suas memórias, que dão nome ao filme - apenas piscando suas palavras.
Uma vida dedicada a moda e ao glamour e agora tudo o que restou, ironicamente, foi o poder e memória do seu olhar.

Vale a pena não só pelo conto de uma personalidade relavante no mundo da moda, mas também como base para um profundo questionamento pessoal, sobre o seu próprio mundo e os valores que o rodeiam.


*Reprodução

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